Existe um significado semiótico na calcinha que vai além de ser uma lingerie. Ela é o último muro a ser derrubado na intimidade de uma mulher. Não é a toa que há setores da moda especializados nesta área do vestuário feminino – uma bonita embalagem ajuda na promoção do produto. Arrisco, inclusive, a dizer que não há nada mais belo no mundo do que ver a mulher desejada na cama, arqueando o corpo para que o homem tire sua calcinha com mais destreza. Equivale a descobrir o tesouro acumulado de quarenta ladrões sem a facilidade de dizer “abre-te Sésamo” para ter acesso.
Porque realmente não é fácil, amigos.
Você pode pegar uma periguete com muita facilidade (e algumas doses de tequila) na balada. Mas aquela mulher que tem algo a mais capaz de mexer com seus brios requer trabalho árduo na arte da conquista. E às vezes, nem assim você chega lá. Há quem diga que as melhores frutas são aquelas que nos dão trabalho de colher. Eu concordo. Por isso o ato de tirar aquele pequeno pedaço de cetim e renda do caminho da felicidade seja tão emblemático nas preliminares. É a vitória em sua plenitude, sem precisar pedir música no Fantástico.
Mas se precisasse pedir, seria a do único cara que fazia várias calcinhas descerem pernas abaixo, fazendo-as parar em suas mãos em um show.
O mundo perde mais um ilustre canalha. Infelizmente.
