Blog do Piero

Archive for setembro, 2011

Rufus – um estudo antropológico

Há pouco tempo frequentei uma festinha de adolescentes numa tradicional casa noturna voltada para esta espécie aqui em Porto Alegre. O resultado desta imersão você pode ler no site da Void clicando aqui (e recomendo a leitura para um bom entendimento deste post).

Leu? Então vai perceber que o personagem-chave da matéria é o gordinho Rufus, que só se fode em suas tentativas frustradas de se dar bem e pegar alguém na noite. Depois de colocado o ponto final no texto e enviado pra diagramação, fiquei com uma ponta de remorço. Achei que tinha pegado pesado demais com o guri. Afinal, ele tem só 17 anos, e ainda não sabe nada sobre a vida.

Se bem que… Quem realmente sabe alguma coisa sobre a vida?  Read more…

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Sobre mulheres e batatas fritas

A origem da batata frita é incerta. Há rumores de que elas surgiram na Bélgica, lá pelo século XVII. Os habitantes da região do vale de Meuse sobreviviam com a pesca de pequenos peixes no rio. Quando chegava o inverno e as águas congeladas se tornavam perigosas para navegação, eles improvisavam cortando pedaços de batata em formato de peixe e fritavam. No entanto, a versão oficial até o momento aponta para a França, em 1776. O médico Antoine Augustin Parmentier estudava a propriedade de plantas com amido, e conseguiu um financiamento do rei Luís XVI para o cultivo da raiz. A receita foi popularizada no país, e chegou até os EUA num jantar feito para o presidente Thomas Jefferson. O nome que ganhou na terra do Tio Sam (french fries) surgiu neste jantar, já que o chef que preparou os pratos naquela noite era francês, e anunciou no cardápio que eram “batatas feitas à francesa”.

Então vamos crer que 235 anos depois, esta iguaria que mobilizava reis e era servida para chefes de estado, hoje é popular na mesa de qualquer boteco que tenha o mínimo de dignidade, seja pra acompanhar um bom xis, ou apenas para criar aquela base no estômago antes de receber altas doses de cerveja. É um petisco universal cujo apreço é tão grande que podemos usá-lo como um filtro social: há pessoas que gostam e que não gostam, e desconfio plenamente do caráter destas últimas. Read more…

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