Primeiro o hip hop invadiu a MTV, e não fizemos nada.
Depois a Xuxa começou a levar funkeiros no programa dela, e não fizemos nada.
Quando o governo apresentou o projeto de “Inclusão Social”, e as Casas Bahia passaram a vender PCs em 100X, não fizemos nada.
Agora, o mais jovem deles senta do nosso lado no ônibus, ouve o funk mais fodido do mundo no celular sem fone de ouvido, silenciando a educação e o bom gosto.
E agora já não podemos mais fazer nada.
(adaptação de “No caminho, com Maiakovisk”, de Eduardo Alves da Costa)
Hoje eu percebi que a humanidade não tem mais jeito. A nova geração está involuindo, tenho certeza. Prova disso está no comportamento deste pessoal que se diz “adolescente”, e que se enterrou de vez dentro da “estética dos manos”. É fácil identificar as pessoas que seguem este estilo de vida. Afinal, ser mano é uma arte!
Os “manos” são adolescentes idiotas que recem aprenderam a bater punheta e apertar os peitos com uma blusa decotada. São adultos o suficiente para fumarem, fazerem sexo e vandalizarem o mundo. Mas quando a situação aperta, viram um bando de bebês cagões, oprimidos pelo “sistema” e protegidos pela lei. E mais do que colocar a culpa nos pais que não impõem limites aos seus filhos maloqueiros, devemos fazer uma auto-reflexão: o que não fizemos para impedir que esta geração decaísse tanto? Nós, filhos da década perdida, tivemos a melhor infância e adolescência dos últimos tempos, que refletiu na nossa evolução como adultos. Está na hora de salvar a humanidade desta praga, mesmo que seja por métodos nada cristãos e altamente ortodoxos. Tempos difíceis merecem ações desesperadas.
NO ÔNIBUS
Não raro, os “manos” entram em bando dentro do ônibus. Com o único intúito de agredir os passageiros, sacam o celular com MP3 para ouvir com o volume no talo, sem fones de ouvido, uma pérola como esta.
Como agir: Faça como o inimigo, mas ao invés do funk, toque Pavarotti ou algo do seu gosto. Quando os maloqueiros fizerem cara feia pra você, emposte a voz tal como o Batman e diga. “Desliguem esta MERDA!” Se não funcionar, levante-se, tire o celular da mão do mano e espatife-o no chão. Não se preocupe com uma retaliação do bando, pois até o cobrador vai te defender depois dessa.
NA FAMÍLIA
Ah… todo mundo tem um primo(a) ou um sobrinho(a) nesta faixa de idade, achando que é o tal porque se veste como num clipe do Puffy Daddy. Neste caso, a melhor arma é a ridicularização. Eu fiz isso com as minhas primas – aproveitei um churrasco com a parentada para elogiar as imitações de pato que elas fazem no espelho do banheiro do shopping e publicam no Orkut (isso foi a coisa mais leve que eu disse). Elas não largaram a “estética dos manos”, mas como é bom avacalhar com um deles!!!
EM LOCAIS PÚBLICOS
Aqui o negócio complica um pouco. Como eles andam em bandos, e você é um só, recomendo ações extremamente planejadas a fim de isolar um elemento do grupo. E aí, meus caros, o Jim Carry pode exemplificar o que pode ser feito:
P.S.: Este post não tem a intenção de provocar qualquer ação violenta contra os manos. Mas que dá vontade, ah dá.
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Para ler: Ler uma hora por dia, eu faço.
Para ouvir: Erasmo Carlos no VMB (o único número musical que prestou no evento)
Para ver: Movendo Moinhos

