Monumento em homenagem ao Cu do Mundo, localizado em Porto Alegre (tanto o monumento quanto o cu).
Neste dia 5, você tem um compromisso. É o dia em que você vai escolher aqueles que, por quatro anos, assumirão a culpa por todas as coisas ruins que acontecerem na cidade. Inclusive por aqueles em que você é o único responsável (falo para os hipócritas que reclamam que as ruas estão sujas, mas não separam o lixo em casa e jogam papel de bala na rua).
Em Porto Alegre, uma eterna província de pseudo-europeus egocêntricos, temos um leque de opções interessante. Sente só o cenário político do eleitor:
- O atual prefeito é também candidato, e as melhores coisas que ele fez na vida são as músicas Vento Negro e Porto Alegre é Demais. E só.
- Em seguida vem uma comunista adolescente de grife, que se esforça na TV para conjugar os verbos em bom dialeto gaúcho (ficou bem forçado na TV, moça!) e é uma ex-gorda.
- Ao seu lado, uma deputada federal cujo destaque da sua gestão foi trazer o menino Iruan de volta pro Brasil (e ele tem até artigo na Wikipedia, pra quem não lembrar).
- Outro cidadão que está na disputa pertence a um partido de pessoas e atitudes um tanto quanto duvidosas, que para angariar os votos da juventude, optou por ter como vice um filhinho de papai metido a rapper e engajado com a periferia (e que não sabe ler um teleprompter!).
- Também temos a filha rebelde, que para melhorar a imagem de revoltada, fez chapinha e está até “pegável”, digamos assim (só falta um fonoaudiólogo pra tirar a voz de criança).
- Já que temos a filha revoltada, temos o bom filho, preocupado com a saúde, mas que tem cara de quem toma Chambinho todo dia, e que vai chorar se alguém ralhar com ele em voz alta.
- Por fim, temos um tio com nome de avenida, que só sabe falar em trem-bala, e os nossos trabalhadores socialistas radicais de sempre, que ora alternam entre o gordinho barbudo e a tia com cabelo tijelinha.
Claro que esta foi uma análise superficial dos candidatos, que não necessariamente reflete a realidade. Porém, diante da situação política em que vivemos, acho por bem utilizar este espaço para divulgar quais são as minhas escolhas para prefeito e vereador no pleito. Colocando todas as opções lado a lado, comparando prós e contras de todos os candidatos, cheguei à conclusão que as melhores opções seriam:
Para PREFEITO:
Foi o melhor lateral esquerdo que a nossa seleção já teve, marcando aquele golaço decisivo na copa de 94, trazendo o Tetra pro país.
Para VEREADOR:
“O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído…”
Aguardo uma seção de comentários raivosos neste post.




Branco o diabo!
Vou votar no Nulo!
Votar em branco significa que essa opção vai para quem estiver na frente. Logo, não funciona. Votar nulo, idem. É sinal de que não pára pra refletir em como melhorar essa cidade.
Todo mundo sabe que sempre tem aqueles que não são filhos da puta. Porém, esses são o que menos aparecem justamente pela falta de grana.
Votar nulo não vai adiantar merda nenhuma, porque vai continuar a mesma coisa. E o detalhe é que quem vota nulo não pode reclamar depois.
Se a gente fiscalizasse o que eles fizessem, e não apenas votássemos e foda-se o depois, seria muito diferente. Mas estamos acostumados a ficar em casa usando a internet pra vasculhar orkut e conversar no msn que nem nos preocupamos em acessar as fontes para ver o que fazem.
Assim a merda continua e todo mundo se fode.
É triste chegar ao ponto em que não se vêem mais alternativas e as soluções não se confirmaram. Acabaram as alternativas.
Nossos pais esperaram tanto para poder eleger seus representantes e tiveram tantas esperanças e consequentes decepções que hoje optariam por deixar que alguém escolha por eles, como foi entre 64 e 89.
Porque, afinal, a média brasileira não se importava em votar. O que importava, e ainda importa, é batalhar diariamente contra os eleitos para conseguir sobreviver entre tanta corrupção, impostos pesados para manter a máquina pública e irresponsabilidade de gente que comanda sem ter noção do que é este desafio.
E na verdade é isto: ao ver uma candidata defender uma coligação de ideologias tão diferentes (o comunismo do PCdoB e o esdrúxulo PPS-Britto) como um pluralismo de idéias, fica evidente que não são eles por nós.
São eles contra nós.
E nós teremos que ser contra eles, de alguma forma.
Em minha cidade, no 1ºturno até teve opção votável, infelizmente no 2º…