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Top 5 – Encontros musicais que valeram a pena

Quando o Estúdio Coca-Cola Zero resolveu fazer encontros musicais inusitados, pensei “bah, descobriram a roda!” Afinal, encontros de artistas de gêneros diferentes aconteciam bem antes. O que a indústria de hoje fez foi só dar um ar nefasto às uniões, como esta aqui (cardíacos, por favor evitem), que está me fazendo ter pesadelos até agora, mesmo acordado.

Então, para purificar o ambiente musical, fiz a minha lista de encontros musicais que valeram a pena, seja pelo ineditismo, pela diferença absurda, ou pelo fator histórico.

Antes que alguém tivesse feito algo, Elvis já o fez.

O ano era 1960. Depois de uma temporada servindo o exército na Alemanha, Elvis volta para casa. No mesmo período, o programa de TV apresentado por Frank Sinatra sofre com a queda de audiência. Para atrair a atenção do público, nada melhor do que fazer um especial de boas-vindas ao rei do rock. E nem parece que anos antes o Mr. Blue Eyes sequer cogitava a hipótese de dividir um palco com aquele ser rebolativo. E quebrou a cara ao dividir um microfone com Elvis para cantar “Love me Tender”. Perdeu, Frankie!

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Bonus Track – Show de abertura do programa.

Como Você se sente? “I feel good!”

A maior contribuição que o tenor Luciano Pavarotti deu para o mundo foi a popularização da música erudita. Apesar de seus pares acharem que as composições clássicas deveriam ser restritas a poucos, ele contrariou todo mundo fazendo o Pavarotti and Friends, cantando com aristas populares, e quebrando preconceitos. E com certeza, o melhor encontro dos seus shows aconteceu com o pai do soul e do funk, James Brown, cantando “It’s a Man’s World”.

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Bonus Track – Pavarotti e Queen em Too Much Love Will Kill You.

Rock and Roll Circus

No final de 1968, foi ao ar pela BBC o programa “The Rolling Stones Rock and Roll Circus”. Em determinado momento acontece a apresentação de uma banda inédita, formada para o especial – The Dirty Mack. Seus integrantes? John Lennon na guitarra base e vocal, Eric Clapton na Guitarra solo, Keith Richards assumindo o baixo, e Mitch Mitchell da Jimmy Hendrix Experience na bateria. Enquanto isso, Mick Jaegger ficou lá, comendo seu inocente mingau (ou pelo menos querem que a gente pense isso), ouvindo a banda tocando Yer Blues.

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Bonus Track – Dirty Mac tocando Whole Lotta Yoko (mas hein?!?), com a própria Yoko Ono (ou seria a Samara?). O grupo só gravou essas duas músicas e acabou.

É uma música de amor

Se Elvis é o rei do rock, Roberto Carlos é o rei da música brasileira. E ele prova isso todo ano em seus especiais para a Globo, quando chama outros músicos para dividir o palco com ele. E a mistura mais louca, que provocou alvoroços até mesmo nas chamadas televisivas foi quando sua Majestade anunciou um dueto com MC Leozinho, um funkeiro que só ficou conhecido quando o jogador Ronaldo atendeu o celular no meio de uma entrevista – e o toque era a música Se Ela Dança, Eu Danço. O cara fez sucesso, Roberto Carlos ouviu a música no rádio, e achou a letra “maneira”. Segundo ele, “a letra é uma poesia, uma poesia bonita, da maior simplicidade, uma canção de amor”. Então tá, se o rei disse, está dito e a gente diz amém. E não é que ficou legal?

Bonus Track – Roberto Carlos e Balão Mágico cantando É Tão Lindo.
Bonus Track #2 – Roberto Carlos e Pavarotti (ele de novo!) cantando O Sole Mio.

O encontro que ninguém registrou

Dia 27 de agosto de 1965. Três horas de duração. Nenhum registro até então. Assim aconteceu o primeiro e único encontro entre Elvis Presley e os Beatles. A reunião havia sido arquitetada pelo “Coronel” Tom parker, empresário de Elvis, visando a popularidade do quarteto. O rei estava em ostracismo musical, por conta da sua carreira cinematográfica. O Fab Four se dirigiu até uma das casas de Elvis, na cidade de Perugia Way. Quando chegaram, às 21h, Elvis os esperava na sala com a jukebox ligada, tocando os sucessos de ambos.

Após as devidas formalidades, sentaram-se e ficaram um bom tempo em silêncio. Até que o rei disse: “Bom, se vamos todos ficar assim a noite inteira, eu vou para cama dormir. Que tal a gente aproveitar o momento para conversar sobre música e tocar um pouquinho?” Era o que o quarteto queria ouvir. Na jam session, Elvis arriscou a tocar baixo em I Feel Fine, arrancando elogios de Paul McCartney. Para nossa infelicidade, nenhum registro sonoro deste encontro.

No dia seguinte, John Lennon deu a seguinte declaração:

Só havia uma pessoa nos Estados Unidos da América que a gente queria conhecer. E nós a encontramos ontem à noite. Não posso dizer como nos sentimos. Nós o idolatrávamos demais. Quando chegamos na cidade, esses caras como Dean Martin e Frank Sinatra e todas essas pessoas queriam nos conhecer e ficar conosco simplesmente porque tínhamos todas as mulheres, todas as gatinhas. Não queremos encontrar essa gente. Eles não gostam de nós. E nós não os admiramos e nem gostamos deles também. A única pessoa que queríamos encontrar nos Estados Unidos da América era Elvis Presley. Não consigo contar a emoção que foi ontem à noite.

Bonus Track – A banda perfeita.

E é claro, se alguém souber de mais algum encontro inusitado na música, deixe aí nos comentários.

POST BÔNUS – A Cler falou de dois projetos que, de alguma forma, reinventaram o modo como a gente ouve música – o Acústico MTV e o Estúdio Coca-Cola Zero.

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Publicado por Piero Barcellos em Vídeos | 5 comentários

5 comentários no post “Top 5 – Encontros musicais que valeram a pena”

  1. Rodrigo Dias disse:

    Não gosto muito de John Lenon, mas curti a sinceridade dele.

    Belo post. Agora só tenho que achar um computador com som pra ouvir as musicas.

  2. Jens disse:

    Cara, não entendi o encontro dos Paralamas com a (argh!) Banda Calypso.
    Encontros inesquecíves: Elis & Tom, Chico & Caetano, Os doces bárbaros, entre outros.
    Um abraço.

  3. Luísa Amaral disse:

    Piero, vou te dizer o meu encontro favorito: The Million Dollar Quartet, com o Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Carl Perkins e Elvis. NADA supera esse encontro lindo e maravilhoso com quatro grandes (pra não dizer enormes) nomes do rockabilly/folk. É de chorar!

  4. Pô, mas Fresno e Chitãozinho & Xororó tem seu valor… é, como vc disse outro dia, o “sertanemo”! eheheheh
    Belo post, tava há alguns dias para fazer uma visita por aqui, mas queria ter tempo para poder ler!
    abraços!

  5. [...] mim, não gosta de Victor & Léo (e não tiro a razão), mas curte horrores o bom e velho rock Old School. Além do blog, o Piero escreve na Void e no Rock n’ Talk. Ou seja, o cara é fera. Portanto, [...]

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