Sei que ando meio irritado, e que preciso me acalmar. Mas agora foi dose.
Fui pagar a conta do meu servidor no banco. Eu era o terceiro na fila, feliz por ela não estar grande, mesmo com só dois guichês funcionando (de um total de quatro).
Aí quando eu estava na ponta, prestes a ser atendido, me entra um velhinho na fila dos idosos. Tudo bem, tudo bem, tem a preferencial, coisa e tal. Mas eis que a criatura me saca um saco plástico do bolso (por que todo velho adora guardar tudo dentro de um saquinho plástico?) com DEZ CONTAS para pagar! E logo veio outro com uma pastinha com mais meia-dúzia de talões! Não procede uma coisa dessas! Aposentado ganha um salário mínimo por mês, não tem como pagar tanta conta assim.
Tem sim. O capitalismo selvagem descobriu que os velhinhos perdem menos tempo nos caixas devido às filas preferenciais. Então as empresas contratam os cidadãos da terceira idade pra dar o famoso “jeitinho brasileiro”, na frente dos desprovidos de vantagens legislativas. São os Office-Old.
OK, é legal ver os velhinhos em atividade, trabalhando, etecétera e tal. Mas mandar um ancião pagar dez contas no banco entre 12h e 14h, horário de pico (visto que o pessoal aproveita a hora do almoço pra fazer as suas transições monetárias), é pra ferrar com a paciência! Afinal, velhinhos não devem almoçar. Eles fazem fotossíntese às 10h da manhã, e usam o restante do horário pra passar na nossa frente em qualquer fila que seja.
É o preço que eu pago por não acreditar em transições seguras pela internet…

