É fato: a sociedade em geral abomina os gordos. Sério! Ninguém pode ver um gordinho saudável e faceiro. Se vêem, a primeira coisa que dizem é pro cara fazer uma dieta, ou procurar uma academia. Nos casos mais graves, meter um anel no bucho e passar a vida inteira comendo que nem uma galinha e cagando bolotinhas que nem um cabrito. Isso nada mais é do que raiva acumulada que as pessoas têm dos providos de excesso de peso. Não sofremos com a ditadura da balança, comemos sem culpa, e com gosto. Enquanto a gente se dá ao desfrute de saborear um bom X-tudo, outros precisam controlar o horário para ingerir a sua quantidade diária de rúcula e alpiste. Puro sabor!
A questão é que até o início dos anos 90, ninguém ouvia falar de academia. O negócio era tido como ambiente mais profissional, de halterofilistas e fisiculturistas, e de quem realmente precisava perder peso por uma questão de saúde. Aí veio a maldita novela eterna e fodeu com tudo. Hoje em dia qualquer bostinha veste uma camiseta de física e um calção da Adidas pra “puxar ferro” em máquinas que muito lembram as usadas pela Inquisição Espanhola. São os mesmos bostinhas que travam uma relação homossexual com o próprio reflexo no espelho, e depois caem na noite para espancar mendigos, molestar mulheres e tocar foco em índios. Mas esta é uma outra história…
Com a maioria da população aderindo ao “politicamente saudável”, fica uma pergunta: e os gordos? Ah, estes ficam à margem da sociedade. Não ter uma vida de suor e raquitismo virou sinônimo de “não se cuidar”. A eles, apenas duas alternativas: permanecerem marginalizados, junto com os nerds, punks, evangélicos e emos; ou expurgar toda a gordura trans do seu corpo, passando a ter uma vida de torturas e privações eternas. Aí então, meus caros, o que outrora era um cidadão adiposo de grande valor passa a se tornar a mais vil das criaturas que já pisou na face da Terra: um ex-gordo! Ouçam bem o que eu digo: ex-gordos não prestam! Eu explico porquê. Read more…

Camisas brancas para mim inspiram formalidade. Lembra aquelas cenas de reunião onde todo mundo está de terno, gravata e camisa branca, discutindo números e gráficos, enquanto se segurma para não bocejar e levar uma mijada do chefe.