Blog do Piero

Archive for setembro, 2008

Ex-gordos não prestam

É fato: a sociedade em geral abomina os gordos. Sério! Ninguém pode ver um gordinho saudável e faceiro. Se vêem, a primeira coisa que dizem é pro cara fazer uma dieta, ou procurar uma academia. Nos casos mais graves, meter um anel no bucho e passar a vida inteira comendo que nem uma galinha e cagando bolotinhas que nem um cabrito. Isso nada mais é do que raiva acumulada que as pessoas têm dos providos de excesso de peso. Não sofremos com a ditadura da balança, comemos sem culpa, e com gosto. Enquanto a gente se dá ao desfrute de saborear um bom X-tudo, outros precisam controlar o horário para ingerir a sua quantidade diária de rúcula e alpiste. Puro sabor!

A questão é que até o início dos anos 90, ninguém ouvia falar de academia. O negócio era tido como ambiente mais profissional, de halterofilistas e fisiculturistas, e de quem realmente precisava perder peso por uma questão de saúde. Aí veio a maldita novela eterna e fodeu com tudo. Hoje em dia qualquer bostinha veste uma camiseta de física e um calção da Adidas pra “puxar ferro” em máquinas que muito lembram as usadas pela Inquisição Espanhola. São os mesmos bostinhas que travam uma relação homossexual com o próprio reflexo no espelho, e depois caem na noite para espancar mendigos, molestar mulheres e tocar foco em índios. Mas esta é uma outra história…

Com a maioria da população aderindo ao “politicamente saudável”, fica uma pergunta: e os gordos? Ah, estes ficam à margem da sociedade. Não ter uma vida de suor e raquitismo virou sinônimo de “não se cuidar”. A eles, apenas duas alternativas: permanecerem marginalizados, junto com os nerds, punks, evangélicos e emos; ou expurgar toda a gordura trans do seu corpo, passando a ter uma vida de torturas e privações eternas. Aí então, meus caros, o que outrora era um cidadão adiposo de grande valor passa a se tornar a mais vil das criaturas que já pisou na face da Terra: um ex-gordo! Ouçam bem o que eu digo: ex-gordos não prestam! Eu explico porquê. Read more…

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Vem fazer Glu-Glu!

Ando sem tempo para postar textos grandes e chatos, daqueles que você não tem saco para ler na frente do computador. O bionômio “trabalho” e “TCC” está me matando aos poucos. Porém, ainda sobra espaço para um pouco de diversão. Como é o caso da entrevista que fiz com nada mais, nada menos do que Serginho Mallandro para a VOID. Por favor, prestigie-me clicando aqui.

Viu só, Ane Meira? Aquele lá é o meu boneco! Desafio você a mostrar o seu. Huahuahauahua!

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posted by Piero Barcellos in Mídia,Vídeos and have Comments (3)

Top 5 – Encontros musicais que valeram a pena

Quando o Estúdio Coca-Cola Zero resolveu fazer encontros musicais inusitados, pensei “bah, descobriram a roda!” Afinal, encontros de artistas de gêneros diferentes aconteciam bem antes. O que a indústria de hoje fez foi só dar um ar nefasto às uniões, como esta aqui (cardíacos, por favor evitem), que está me fazendo ter pesadelos até agora, mesmo acordado.

Então, para purificar o ambiente musical, fiz a minha lista de encontros musicais que valeram a pena, seja pelo ineditismo, pela diferença absurda, ou pelo fator histórico. Read more…

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Odeio camisas brancas

Camisas brancas para mim inspiram formalidade. Lembra aquelas cenas de reunião onde todo mundo está de terno, gravata e camisa branca, discutindo números e gráficos, enquanto se segurma para não bocejar e levar uma mijada do chefe.

Eu não tenho camisas brancas no armário. Só camisas de cores fortes – laranja, verde, preta, vermelha (essa última rendeu uma história que conto aqui mais tarde). Acho branco tão sem graça, que de branco só tenho mesmo algumas meias e cuecas. E deu. Read more…

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A maldição do homem perfeito

Carlos acordou estranho aquele dia. Ainda tinha o zunido no ouvido da balada, e sentia o gosto de álcool na boca. Não se lembrava de nada, a não ser que tinha levado um fora homérico da guria que estava a fim, e que tinha saído para beber e esquecer – isso que ele nunca foi de beber. Tentava entender entre um gole e outro o que tinha feito de errado, Ou entender o que estava errado nele para ter nascido assim. Fato é que Carlos não tinha nenhum atributo físico que lhe colocava entre os deuses do Olimpo.

Tentou colocar as idéias no lugar. Prometera que nunca mais iria fazer uma noitada no meio da semana, tendo trabalho no dia seguinte. Levantou-se meio sonolento ainda. Nem percebeu que estava segurando a cueca para não cair. Só a soltou quando entrou no banheiro e viu no espelho aquilo que ele próprio não conseguia acrditar. Read more…

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posted by Piero Barcellos in Ficção and have Comments (6)