Quando eu trabalhava com assessoria de imprensa, uma das minhas funções era fazer as matérias de um jornal. O periódico era bimestral, e pertencia a um lar de idosos de descendência judia. Seguidamente ia até lá para fazer o meu trabalho: coletar informações, cobrir eventos e entrevistar pessoas.
O lugar não se compara aos estereótipos de asilo que conhecemos. Uma área verde enorme, e uma instalação arquitetônica que lembrava mais um spá. Se vacilasse, pediria para ficar alguns dias lá relaxando. Mas as comparações param por aí. Enfermeiras, pedagogos e médicos de várias especialidades atendiam os moradores em suas diversas necessidades. Um rabino passava periodicamente por lá para cuidar do lado espiritual. E volta e meia um grupo de estudantes apareciam para realizar alguma atividade didática. Aulas de artesanato, informática, música e debates. Dá pra chamar um lugar assim de asilo? Read more…

Lembro de uma festinha que fui quando tinha meus 12, 13 anos. Na época cultivava uma cabeleira que ia até a cintura, e não admitia ainda as minhas peculiaridades nerds. Achava que poderia ser um adolescente normal, daqueles que fazem figuração na Malhação. Era uma tentativa de me enturmar com o restane da turma, composta por ex-bebês Johnson e futuros almofadinhas da nação.
