Blog do Piero

Archive for agosto, 2008

A solidão da velhice

Quando eu trabalhava com assessoria de imprensa, uma das minhas funções era fazer as matérias de um jornal. O periódico era bimestral, e pertencia a um lar de idosos de descendência judia. Seguidamente ia até lá para fazer o meu trabalho: coletar informações, cobrir eventos e entrevistar pessoas.

O lugar não se compara aos estereótipos de asilo que conhecemos. Uma área verde enorme, e uma instalação arquitetônica que lembrava mais um spá. Se vacilasse, pediria para ficar alguns dias lá relaxando. Mas as comparações param por aí. Enfermeiras, pedagogos e médicos de várias especialidades atendiam os moradores em suas diversas necessidades. Um rabino passava periodicamente por lá para cuidar do lado espiritual. E volta e meia um grupo de estudantes apareciam para realizar alguma atividade didática. Aulas de artesanato, informática, música e debates. Dá pra chamar um lugar assim de asilo? Read more…

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O homem de preto


É difícil definir Johnny Cash. Era o tipo de cara que não era um só. Haviam vários dentro dele.

O “homem de preto” ganhou seu apelido pela cor das roupas usadas em suas apresentações, bem diferente dos cantores country tradicionais. Aos que questionavam o jeito de se vestir, Cash compôs Man in Black:

Bom, você imagina por que sempre me visto de preto,
Por que nunca vê cores brilhantes nas minhas costas,
E por que minha aparência parece ter um tom sombrio?
Existe uma razão para as coisas que visto

Eu visto o preto pelo pobre e oprimido,
Vivendo no lado faminto e sem esperança da cidade,
Eu o visto pelo preso que há muito tempo já pagou pelo seu crime,
Mas está lá porque ele é uma vítima dos tempos.

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Nerds não sabem dançar

Lembro de uma festinha que fui quando tinha meus 12, 13 anos. Na época cultivava uma cabeleira que ia até a cintura, e não admitia ainda as minhas peculiaridades nerds. Achava que poderia ser um adolescente normal, daqueles que fazem figuração na Malhação. Era uma tentativa de me enturmar com o restane da turma, composta por ex-bebês Johnson e futuros almofadinhas da nação.

Não me julguem. Eu tentava ser igual a eles antes da revelação nerd. Mas isso é outra história.

A festa era no salão de festas de um condomínio. Alguns salgadinhos, refrigerantes, e bebidas alcoólicas escondidas, para dar aquele falso ar de amadurecimento (Uau! Que legal! Tenho 13 anos, já encho a cara e vomito na calçada). E lá fui eu.

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O amor é brega

Enquanto aguardava o coletivo, reconheci de longe duas pessoas no ponto de ônibus. Era a mãe e a irmã de uma amiga, uma pessoa muito especial, que os acasos do tempo e da distância haviam afastado. A memória fez com que eu me esquecesse o nome das duas, mas não impediu que eu fosse até lá, dar um abraço, e fazer a tradicional pergunta, “como vão as coisas”?

A expressão alegre da senhora tomou ares de preocupação. “Você não sabe? Ela está há seis meses morando com o namorado”. Fiquei espantado, é claro. Lembro das nossas conversas sobre relacionamentos, e aquele tipo de coisa não era a cara dela. “Não sei se tu conhece, é um japonês. Bem estranho ele”. Pela minha pouca experiência no mundo, japoneses são estranhos por natureza. Pelas coisas que foi dizendo, deu pra perceber que a família não aceita o cara. “Afinal ela é tão nova, recém entrou na faculdade, tem uma vida pela frente… E tu? Tá solteiro? Casado?” Percebi a maldade. Mas respondi a verdade. “Sim, estou solteiro”. “É uma pena né? Nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente quer…”

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A entrevista com Zé do Caixão

Depois de ler os percalços dos bastidores do vídeo que gravei com o seu Mojica, chegou a hora de ler a entrevista. Sim, amigos! A revista VOID #40 já está nos pontos de distribuição. E quem quiser, pode ler a conversa que tive com o Zé do Caixão pelo site, clicando aqui. Se a entrevista ficou boa, elogiem. Se ficou uma merda, critiquem. Afinal, preciso saber se estou no caminho certo. Usem os comentários para tal e manerem no linguajar chulo.

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posted by Piero Barcellos in Links,Mídia and have Comments (5)