Blog do Piero

Archive for julho, 2008

Top 5 – Momentos musicais de desenhos animados

Tive a idéia de fazer este top 5 depois de ver o post da Cler sobre os momentos musicais do cinema. Afinal, ao menos que você more no esfíncter do mundo, os desenhos animados marcaram a infância de muita gente e, de uma forma quase subliminar, introduziu nossas pequenas mentes no mundo da música.

Uma prova disso são os desenhos do Tom e Jerry. São personagens que, com raras exceções, pronunciam uma frase ou outra. O que dá o tom da narrativa e acompanha as ações dos personagens é a música. Já imaginou um desenho sem trilha sonora? Tira totalmente a emoção dos personagens. Fora que a música é universal- se o desenho fosse dublado em chinês, você entenderia da mesma forma por causa do andamento da melodia.

Um detalhe interessante é que os desenhos clássicos, como Pernalonga, Pica-Pau, etc.,  são datados de um período em que não havia computadores para facilitar a animação. O negócio era feito a mão mesmo, e com várias pessoas. Imagina fazer uma animação de cinco minutos à mão, e ainda sincronizada com uma música? Os caras são heróis!
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Na Sibéria não tem nada disso!

De agora em diante, eu sou a favor da pirataria. Eu acho que todo cidadão de bem só deve comprar produto nos camelôs. Essa história de que estraga o aparelho de música / DVD é história. Da mesma forma, defendo o torrent e P2P. Só assim a gente consegue ouvir as músicas que a gente quer, sem pagar R$ 50 por um CD, ou jogar um game que custa R$ 100 nas lojas. Gato então, nem se fala! Deviam ensinar nas escolas públicas e privadas como se puxa um cabo do poste para ter luz, TV, telefone e internet de graça! E a legislação que se foda!

Porque toda essa revolta? Buenas, como eu mudei de endereço, achei por bem assinar os serviços do único provedor de internet da região, junto com um pacote de outros serviços. Tudo por telefone. E aí vem uma longa história…

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Das coisas que acontecem em uma mudança

Se eu pudesse dar uma dica a vocês, diria “usem filtro solar”. Como eu sei que você não vai me ouvir mesmo, nem vai aprender com os meus erros, vai servir ao menos para mostrar como uma mudança tem seus ônus e bonus. Principalmente se você morou a vida toda num apartamento do tamanho de um ovo no 10° andar, e agora tem a chance de morar numa casa CASA mesmo:

- Contrate um serviço de mudanças. Não sei quanto custa, mas com certeza é o preço da tua tranqulidade. Se não contratar, vai acabar gastando a mesma quantia, só que em dorflex e tandrilax.

- Se você é um típico sedentário, não tente dar uma de machão e carregar algo mais pesado do que uma TV.

- Levar 120 CDs de um lugar para o outro é bem mais fácil quando você os divide em pequenas caixas. Não todos juntos num único e enorme saco. O mesmo serve para livros.

- Se você mora em apartamento, não compre móveis que não possam ser transportados pelo elevador. Se você tiver que descer (ou subir) um sofá pelas escadas de incêndio, vai entender o porquê.

- Segure sua língua afiada ao encontrar os vizinhos. “Vocês estão se mudando?” “Não, senhora… estou levando o sofá para passear. Senão ele vai cagar dentro de casa. Mas não se preocupe, ele está na coleira”.

- Quando mais de uma pessoa diz “isso não cabe aí”, tenha certeza de que não cabe.

- Se um vizinho reclamar da bagunça/barulho/elevador ocupado, mande ele tomar no cu com toda a força de seus pulmões. Afinal, no dia seguinte você não vai ver ele mesmo…

- Faça a coisa com calma. Desmontar um roupeiro leva tempo. Mudança não é corrida de F1, nem gincana estudantil.

- Para cada prego enferrujado enfiado na mão, é uma vacina anti-tetânica enfiada na bunda. Então tome cuidado (se bem que eu conheço uma enfermeira gostosona…)

- Organize e transporte você mesmo as suas coisas. Se perder algo durante a mudança, só existe uma pessoa a quem culpar. O vizinho, é claro.

- Lustra-móveis não tiram arranhões de móveis de madeira.

- Decore seu endereço novo com antecedência. Principalmente se você precisa transferir algum serviço para a nova moradia. Senão eles te deixam na sibéria. (Skavruska!)

- Dizem que fazer mudaça em um dia de chuva é um bom sinal. Dizem também que o Acre existe. Assim como Papai Noel e coelhinho da Páscoa.

- “Quer que eu te ajude?” é uma frase que você vai ouvir só quando a mudança estiver feita e tudo estiver montado dentro de casa.

- Faça tudo isso com um rádio ligado em alguma estação de notícias. Assim você não se sente um taipa total quando chega no serviço na segunda sem saber o que aconteceu no fim de semana. Principalmente se você for jornalista, e se o fato for a morte de uma highlander como Dercy Gonçalves.

- Tal qual uma praga do Zé do Caixão, você sentirá dores horríveis por todo corpo. Prepare-se para os relaxantes musculares, que vão só minimizar um pouco o sofrimento (será que aquela enfermeira topa fazer uma massagem?)

- Por fim, relate tudo isso em seu blog. Sempre tem um desgraçado para rir da auto-fornicação alheia. E torça para que isso dê acessos. Você vai precisar de dinheiro para pagar o tratamento de hérnia de disco (preciso ser mais explícito?)

Uma coisa é certa – a diversão é garantida, e a satisfação de ver um sonho se tornando realidade é única.

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Comprovante de honestidade?

Quando você vai em uma loja, comprar um produto que é muito caro, você parcela em várias vezes. Para conseguir isso, as lojas só faltam te pedir exame de sangue, histórico policial e teste de DNA, para comprovar que aqueles nomes que você esá dando como “pai e mãe” são realmente seu pai e sua mãe.  Tudo isso para garantir que você vai pagar o doc em dia. Acreditar na minha palavra não vale. Em compensação, sou obrigado a acreditar no vendedor, quando ele afirma as vantagens da compra.

Essa TV aqui tem boa resolução?
Com certeza! Dou a minha palavra!

Infelizmente a honestidade não é mais uma obrigação, nem um dever moral. Tanto que quando alguém se diz honesto, a gente logo pensa “ihh, esse cara deve ter um podre daqueles debaixo dessa fachada”. É mais fácil encontrar o cara que acha o dinheiro na carteira e leva pra casa do que o que devolve a certeira intacta. Quando isso acontece, vira notícia. O mínimo que a gente espera das pessoas, e que deveria ser obrigação, acaba se tornando um milagre, tal a raridade do fenômeno.

Da mesma forma que foi notícia a carta-compromisso assinada pela governadora da província, Yeda Crusius, onde reafirma a posição do Estado em combater a corrupção e fazer uma gestão em prol da ética e da transparência. Como assim? Isso não é a obrigação dela? Parece a história do vendedor alí de cima. A diferença é que o vendedor não tem um agravante histórico como o da governadora que, desde a posse, coleciona falhas e escândalos. Uma notícia como essa só pode ser encarada como ironia.

Aonde fica o Procon político para eu fazer uma reclamação?

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Ao top de quatro "já vai"!

Eu tinha 13 anos. Na época eu não ouvia rádio, tampouco era ligado em música. Meu negócio era video-game e só. Meu pai chegou em casa dizendo que ouviu uma música do Falcão na rádio, e que estava sendo o maior sucesso. Na Atlântida. E por mais desligado que eu fosse, sabia que uma coisa não fechava com a outra. Ora, Falcão numa rádio jovem, como assim?

Foi então que eu liguei o velho CCE na FM, e ouvi a tal música. Falava de um cara apaixonado, que queria levar sua guria numa Brasília amarela para se amarem pelados em Santos. Caralho! Que era aquilo? Pô, a voz era igual a do cantor nordestino, mas… não era ele. Não deu nem cinco minutos depois, um português cantava as desventuras da sua mulher numa suruba. Peraí! Suruba? Putaria? Numa música? E está tocando direto na rádio? Mas o que era isso? "Vocês acabaram de ouvir Mamonas Assassinas, com Vira-Vira".

image De uma hora para outra, aquela bomba explodiu. O país estava conseguindo se reerguer economicamente depois da implantação do plano Real. Vejam vocês, um Kinder Ovo custava menos de um real, e no dia seguinte ele continuava custando a mesma coisa! Sem inflação! Porém o custo desta estabilização foi descontada no salário mínimo, no aumento do desemprego, e na redução do padrão de vida da classe média. Ou seja, o negócio estava bom, mas o povo continuava na mesma merda. E pior, sem um Cazuza ou Renato Russo para comover e reproduzir o sentimento da população em forma de música.

Em compensação, um grupo de cinco rapazes de Guarulhos surgiu para ocupar o status de ídolos do país, fazendo graça com muita irreverência. Na época eu não entendia a importância dos Mamonas, em promover uma revolução cultural de uma população hipócrita, que se escandaliza quando alguém fala um palavrão na TV, mas não faz nada diante das sacanagens do Congresso Nacional. "O povo brasileiro é tão sofrido, e nós queremos levar alegria para as pessoas", disse um certo Dinho em um programa de auditório.

Aos Mamonas, eu só tenho a agradecer. Eles me trouxeram para dentro do universo musical, me fizeram ter vontade de ter uma banda, me divertiram pelo pouco tempo em que passaram pelas nossas vidas, e por provar que, para conquistar nossos sonhos basta força de vontade.

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Sim, eu também vi o especial da Globo na quinta.

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