do Lat. miscellania
s. f., compilação de várias peças literárias ou científicas no mesmo volume;
fig., mistura de diferentes coisas ou pessoas;
confusão;
mistifório.
Estão preparados para a revelação bombástica?
Sim?
Foi… nada mais nada menos que…
Tudo começou quando o jornalista Roberto Cabrini iniciou a sua investigação jornalística sobre o tráfico de drogas. Através da sua fonte (sim, aquela diaba loira mais feia que o cão), descobriu que o ex-jogador do Grêmio, Jardel, estava envolvido no esquema de consumo e receptação.
Depois de uma aproximação, e alguns “tapas na pantera“, o jornalista arrancou de Jardel a localização exata de Marcos Camacho, o Marcola: rua Santa Leocádia, edifício London. Sob efeitos de entorpecentes (autorizados legalmente), Cabrini decidiu ir até o local indicado para tirar satisfações sobre uma certa entrevista… Como não sabia o caminho, Jardel foi junto no carro. Estava anoitecendo.
Chegando no local, Roberto Cabrini percebeu a presença de um zelador. Ora, só um zelador que trabalha na noite seria capaz de reconhecer o apresentador de um programa sensacionalista na madrugada. Pensando no alarde que sua presença poderia fazer, deu a volta pelos fundos. Jardel nem se preocupava com isso. Afinal, quem se lembrava do Jardel aquela altura? Só o Paulo Nunes e olhe lá. Mas também… quem é Paulo Nunes?
Cabrini, tentando manter sua discrição, subiu pelas escadas NO EXATO MOMENTO em que o casal acusado descia pelo elevador, após deixar a menina no quarto. Como ele estava mais louco que a Narcisa em ano-novo, entrou em outro apartamento, que não o indicado.
Lá encontrou apenas uma menina.
Jardel, desesperado pela demora do companheiro, começou a berrar do lado de fora: “Cabrini, Cabrini!” Nervoso, o jornalista pegou uma tesoura que estava à mão, e fez um buraco na tela protetora da janela (de tamanho suficientemente grande pra enfiar sua cabeça para fora). “Calaboca, Jardel! Aqui só tem uma menina!” “Que menina?”, pergunta o atacante. Ele coloca a cabeça para dentro do apartamento e, em seguida, coloca o corpo da menina para fora, pelo mesmo buraco. “Essa menina aqui. Conhece?”, grita para Jardel. Ele responde negativamente com a cabeça.
E não é que NESTE EXATO INSTANTE, um terremoto de 5.2 graus na escala Richter atinge São Paulo. O tremor foi tão grande que o prédio sacudiu, e Cabrini acabou soltando a menina, que caiu no pátio do prédio. “Fudeu”, disse Jardel, que saiu correndo. “Fudeu”, disse Cabrini, que saiu correndo do apartamento e, sem ter para onde ir, se isolou no terraço. De lá, ouvia todo o barulho da movimentação das pessoas na rua, e por um instante pensou que alí estava seu fim.
Foi quando avistou, ao longe, um monte de bolas coloridas. Achou que era efeito da cocaína e não deu muita bola. Conforme estavam se aproximando, ele começou a distinguir uma figura humana: era um homem amarrado em vários balões. O vento o conduzia lentamente até a fachada do prédio. Cabrini não titubeou: “Ei, o senhor pode me dar uma carona?” Ao que o homem respondeu: “Claro meu filho, contanto que você me ensine a usar esse GPS“.
E foi assim que Cabrini, o terceiro elemento do crime, entrou e saiu do prédio.
Como ninguém pensou nisso antes?



