Blog do Piero

Archive for março, 2008

Preocupação zero

Epidemia de dengue? Cartão corporativo? Guerra na América do Sul? Definitivamente, isso não é importante para os prestavitos e trabalhadores políticos do Piauí:

Deputados do Piauí questionam vitória de Rafinha

Pior que isso é pensar que se a Natália tivesse ganho o BBB, o Fogaça ia esperar ela com a chave da cidade, depois haveria um desfile num carro de bombeiros ao som de “Porto Alegre é demais”.

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Eu olho para trás, e vejo tudo que já fiz. E olho para frente, vendo que ainda há muito a ser feito.

Cheguei até aqui e não estou satisfeito. Eu quero mais sem ser ganancioso, e menos sem ser hipócrita.

O que vou fazer no próximo 1/4 de século? Onde vou estar? Onde eu quero estar?

No momento não queria fazer essas perguntas. No momento, quero curtir o momento.

E só.

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O polegar

Era pequeno, proporcional ao tamanho dela. E a unha era pequeninha. Se eu tivesse feito uma foto e postasse aqui, vocês iriam jurar que era um polegar na não de uma boneca.

Ela pegou o violão e puxou um lá. E eu fiquei babando, pensando como uma mão tão pequena e frágil consegue se expandir para fazer os acordes de uma música? Os dedos vão se mexendo, trocam de posição, ora voltam ao estado original. E eu pensando se o instrumento estava com cordas de aço. Cordas de aço machucam. Quer dizer, machucam os leigos, como eu. Ela já deve estar acostumada…

Foi quando um pingo de realidade caiu na minha cabeça. É muito ruim estar a fim de alguém e não conseguir externar isso. E ela é tão linda, tão inteligente, tão legal… São tantos “tão” que ela tem, que eu não sei o “tão” que eu tenho a oferecer a ela. Ou se tenho, como fazê-lo.

Nessas horas a gente fica pequeno como um polegar. Sem saber como agir, dá medo de fazer uma bobagem. E esse mesmo medo impede de arriscar, de chegar perto, de tentar encarar nos olhos, de se abrir e falar o que ressoa lá dentro do coração. E se esquece que o polegar, mesmo pequeno, é importante para mão quando a gente precisa segurar, agarrar algo. Sem o polegar, não é possível fazer vibrar as cordas de um violão, e tocar as mais belas músicas.

Quando eu volto a sí, ela ainda está tocando. E quando eu fecho os olhos, ela ainda está tocando. Talvez para me lembrar que a vida é curta. Curta como um polegar.

Dedicado aos amigos incompreendidos, por serem românticos e tímidos, muitas vezes considerados esquisitos. Na verdade, somos especiais.

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De férias em POA

Mistério envolve passageiro que matou dois assaltantes

Um homem misterioso, rápido no gatilho e com exímia pontaria conseguiu evitar a tiros aquele que seria mais um assalto a lotação em Porto Alegre, o primeiro na carreira do motorista de 33 anos que fazia a linha Partenon-Pinheiro na quarta-feira à noite.

Alto, branco e forte. Foi assim que uma jovem de 27 anos descreveu o passageiro que, em silêncio, levantou da poltrona, sacou sua arma e matou dois ladrões que atacavam o lotação. O veículo seguia pela Avenida Bento Gonçalves em direção à Lomba do Pinheiro. Foram cinco tiros certeiros. A dupla, mesmo armada, não teve como reagir.

- Ao entrar no lotação, ele já chamou a atenção das mulheres por sua forma física. Depois que atirou nos ladrões, virou herói – contou a jovem à polícia.

(…)Três tiros acertaram o criminoso que carregava a mochila: dois no tórax e um no rosto. Seu comparsa foi atingido na nuca.

(…)Antes de seguir viagem, o condutor recebeu duas instruções do passageiro armado. A primeira, para abrir a porta. Feito isso, o atirador pegou a arma de um dos bandidos, caída no piso do veículo, e se encarregou de, aos chutes, jogar os dois ladrões para fora.

Aplaudido e cumprimentado pelos cerca de 20 passageiros, ele deu a segunda e ainda mais inusitada orientação ao motorista: para que seguisse a viagem até o terminal na Lomba do Pinheiro, sem parar em posto policial ou delegacia.

—–

Alguém aí tem alguma dúvida?

Eu não:

Chuck Norris joga roleta russa com uma arma inteiramente carregada, e ganha.
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Rapidinhas (nem tanto…)

Ando meio sem tempo para escrever aqui no blog. Portanto, vou tentar abordar vários assuntos em poucos parágrafos aqui.

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Tem uma guerra anunciada aqui do lado do Brasil. Um conflito que afetará não só a economia, mas também vidas humanas que podem se perder e que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Então acesso os principais portais de notícias do país, e vejo que os assuntos em destaque são a prévia (veja bem, PRÉVIA!) nos EUA, alei de pesquisas com células-tronco, e a eliminação de uma Big Brother ontem à noite. E uma vez, na aula de Realidade Latino-Americana, chegamos a comentar isso, de que a nossa imprensa não possui correspondentes na América Latina, e quando dá uma merda como essa, mandam um repórter qualquer pra lá. Você, amigo(a), que lê este blog e não faz parte do meio midiático, consegue acreditar no jornalismo brasileiro, na informação que chega até você?

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Parabéns a duas amigas, Aline e Josi, que agora são jornalistas com diploma. A festa estava ótima! E melhorou ainda mais quando eu pentenlhei o DJ pra soltar um roquezinho anos 80, e ele me puxou até o Chuck Berry (critiquem meu gosto musical, mas eu sei o que anima o povo!). E meus parabéns ao editor do vídeo de vocês, que ficou muito bom, diga-se de passagem. :)

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Falando em música, meu amigo Edu, o Leonardi, confessou aqui o seu gosto por uma moda de viola. E eu, apesar do rock mode estar sempre em ON, também aprecio. Sim, estou abrindo uma brecha para que os amantes de samba, pagode, axé, emocore e Chico Buarque possm soltar a sua verborragia para cima de mim, com questões do tipo “traidor do movimento”, ou “como tu pode gostar de sertanojo e não do Chico?” Apesar dos meus motivos serem semelhantes aos do Edu, acrescento ainda do fato que a música sertaneja, assim como a gaudéira também, se remete a uma realidade de campo, com a qual me identifico como em Rancho Fundo, ou Fogão de Lenha. É também cheia de romantismo sem ser piegas ou ofensivo, como em Não Olhe Assim. E tem como cair na estrada sem ser cantando uma música tipo Rumo à Goiânia, ou Chuva fina no meu pára-brisa? E quem nunca dormiu na praça, com o coração dilacerado por uma dama de vermelho? Mas o melhor dessas músicas é que, com simplicidade e facilidade, ela fica marcada no seu coração. Bah, agora me puxei nessa última frase…

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Sou um feliz proprietário de um Opala 1975. Bordô, quatro portas, três marchas e banco inteiro na frente. Uma relíquia. Tirando alguns incidentes, como o tanque de gasolina furado (previamente consertado – gambiarra way of life forever!) e um limpador de pára-brisa suicida, que se jogou pra fora do carro na primeira vez que ando com ele na chuva. Quem quiser me ajudar com doações voluntárias de dinheiro para reforma e gasolina (que será de uso exclusivo do carro, e não terá outras utilidades), me procure nos comentários.

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Me identifiquei muito com este texto aqui. E sei que vai ter muita gente que vai se identificar também. Talvez é por isso que continuo solteiro. Vai saber?

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Apnas um PS.: As postagens vão ficar mais escassas. O motivo é o famigerado Trabalho de Conclusão. Estou antecipando ele para me formar de maneira tranquila e serena. Combinado?

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