Blog do Piero

Archive for agosto, 2007

A mulher da relação

Sexta-feira chuvosa, fim do expediente de trabalho. Bom pra ir pra casa, não? Mas infelizmente, ainda tinha aula naquele dia. E no meio do caminho, em meio a conversas sobre relacionamentos, sexo e afins, eis que uma colega dispara:

- Piero, tu é a mulher da relação!

A princípio, minha primeira reação foi levar as mãos entre as pernas para verificar se o “equipamento” ainda estava lá, intacto. Mas isso não tem nada a ver com a minha heterossexualidade (hoje em dia são poucos os homens que assumem ser heteros. Culpa da globalização; ou, segundo o Analista de Bagé, das correntes migratórias…).

Na verdade, esta é uma forma de dizer que eu encaro um relacionamento muito mais por uma lógica racional/emotiva do que simplesmente instintiva. Vou dar um exemplo: Há tempos trabalhou comigo uma guria muito bonita. Era uma loira, alta, daquelas que não só parariam o trânsito como causariam até acidente. E apesar da beleza atenuante dela, sabe o que mais me cativou? Foi o jeito dela, meio atrapalhada, meio aluada. Me lembro direitinho dela andando na calçada, do outro lado da rua. Ela não me viu, mas eu vi a hora que ela, que caminhava segurando os cadernos contra o corpo, tropeçou num paralelepípedo e quase caiu. Ela ficou parada pou um tempo com o corpo inclinado, deu uma leve risadinha mexendo com os ombros, se postou ereta e continuou seu caminho. Naquela hora eu me apaixonei platonicamente por ela.

Segundo as minhas colegas, são as mulheres que têm essa coisa de se apegar a um gesto do homem, a um determinado olhar, ou jeito de se comportar. E geralmente os homens são mais atraídos por um belo par de peitos, coxas ou bunda. Lógico, não vou aqui no meio do texto pregar uma falsa moral em dizer que isso não me chama a atenção. Chama sim (e como!), mas de uma maneira mais instintiva do que passional. Até porque existem milhões de mulheres bonitas e gostosas por aí. Mas com aquele jeitinho meio zonzo da minha ex-colega, só ela tem. E é exatamente isso que me chama a atenção numa guria: o que ela tem de diferente em relação as demais, que a torna tão especial.

É por isso que eu também critico um pouco aquelas gurias que são esteticamente neuróticas. Se esquecem que a beleza física é transitória, e no fundo o que fica é a essência do que ela realmente é. Eu não me relaciono com um pedaço de carne, ou com um corpo. Mas sim com uma pessoa, com um ser com suas devidas qualidades e defeitos também (uma vez eu conheci uma guria de São Paulo que tinha T.O.C., e não gostava de ver as coisas bagunçadas. Eu me sentava no sofá da sala e desarrumava a colcha que o cobria. Quando me levantava ela ia lá e deixava tudo retinho de novo. Eu achava isso tão meigo nela, que foi o caso de um defeito ter me chamado a atenção).

Claro que, ser a mulher na relação implica em outras coisas. Em ser sentimental demais, em amar demais e esperar que a outra pessoa corresponda da mesma maneira, em acreditar em amor em uma época onde as pessoas se tornaram um produto descartável.

É bem provavel que, em um futuro próximo, eu vou ser o cara que vai ficar com os filhos em casa, preparando a janta, enquanto minha guria sai com as amigas para beber ou ver um Gre-Nal em campo. E eu não me importaria, porque ao menos eu não iria perder o capítulo da novela das 8, quando a Bebel vai voltar pro Olavo…

Isso é culpa da globalização… Só pode…

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Pouco bate, muito apanha!

Atriz de ‘Homem-Aranha’ é assaltada em hotel

Minha nossa! E onde estaria o nosso herói aracnídeo que não socorreu a indefesa Mary Jane Watson?

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Bem… Depois dessa… E agora, quem poderá nos defender?

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Domingo

E quando deu por mim, já cheguei em agosto. O tempo é muito relativo diante dos nossos olhos. Fiquei dois dias enfurnado em um evento, e lá o tempo custava a passar. No sábado eu estava cheio de planos, e quando dei por mim, já são oito da noite. De domingo. E eu não fiz nada do que eu queria.

Cheguei a conclusão que os meus fins de semana são mais reflexivos do que movimentados. Se eu fosse um daqueles caras que ganhasse para ficar filosofando sobre a vida, provavelmente eu ficaria rico. Juntaria milhões, casaria com aquela atriz que só ficou famosa porque colocou 300ml de silicone, compraria um iate e sairia viajando pelo mundo. E daí não pensaria em mais nada.

O triste de um final de domigo é ficar pensando o que tu vais fazer durante o resto da semana. Uma lista de coisas vai se formando na cabeça. “Ler os polígrafos das aulas, retomar a carteira de motorista, voltar às aulas de música, gastar menos para fazer aquela viagem ou comprar um carro, fazer mais exercícios”. E qualquer semelhança com aquelas resoluções de ano novo que todo mundo faz, não é mera coincidência.

Não sei se a minha meia-dúzia de leitores conhece a música “Good Vibrations”, dos Beach Boys. Pois bem, passei o final de semana inteiro com essa música na cabeça. Ela me lembra alguém que eu conheci, e que me faz sentir bem só de estar perto, exatamente por causa das boas vibrações. Agora, porque eu estou escrevendo isso aqui, não sei. Não tem nada a ver com domingo, que seria o tema do post. Até mesmo porque ela não tem cara de domingo, mas sim de um sábado cheio de sol.

Ta faltando um sol na minha vida.
Mas hoje é domingo. Não é dia de se pensar nisso.

Amanhã é segunda. A vida recomeça, as atividades também, os problemas e soluções idem.

E domingo que vem, este post se repete.

*******

P.S.: E então vocês me perguntam “Pô, Piero! Como é que tu fica esse tempão todo sem escrever, e quando escreve é esse texto filosófico! Não vai falar dos 30 anos da morte do Elvis?”
Eu respondo: Primeiro, há tempos de poesia e tempos de guerra. Há tempos de alegria, e tempos de filosofia também. Nem sempre eu vou estar inspirado pra escrever uma coisinha engraçadinha aqui. Segundo, como eu vou falar dos 30 anos da morte de alguém que nunca morreu?

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Eu já sabia!!!!

Elvis Presley está vivo e mora em Buenos Aires, diz revista

….

Ídolos morrem. Lendas vivem para sempre. Taí a prova.

HÁ!

Pra variar, mais um pouquinho do rei:

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