Blog do Piero

Archive for junho, 2007

This is Olímpico!*

Não sou e nunca fui fanático por futebol. Mas eu sou gaúcho. E ano passado, quando o Internecional estava desacreditado, venceu o Barcelona em Yokohama, trazendo o título mundial pra Porto Alegre, eu comemorei. Era mais do que a conquista de um time, era a “aura gaúcha” mostrando o seu poder.

Pois bem… e agora, dia 20, outro time, igualmente gaúcho, está prestes a conseguir o impossível, como tantas outras vezes conseguiu. É uma mobilização nunca vista antes, nem pelo outro time. Os especialistas esplicam para os leigos, como eu, que a torcida gremista é diferente das demais, porque não esmoece diante de um desafio. E quanto mais difícil, maior é a crença de vitória.

Nesta quarta-feira, o Grêmio, que outrora sofreu com a lanterna do campeonato brasileiro e foi rebaixado à segunda divisão no ano do seu centenário, promoveu nos últimos tempo uma reviravolta digna de um imortal. Voltou à primeira divisão em uma partida épica conhecida como a Batalha dos Aflitos, para agora pintar a América com as cores da camisa tricolor. E para isso, ele precisa vencer o Boca Juniors (praticamente o “Grêmio da Argentina”) pelo escore de 4 à 0.

Quarta-feira será mais do que uma partida de futebol. Será uma guerra. E os “hermanos” tremerão diante de um grito em uníssono de uma nação: THIS IS OLÍMPICOOOOO!

 *Baseado em narração do Pedro Ernesto, na Rádio Gaúcha, durante jogo contra o Santos, onde chamou o time de “espartano”.

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posted by Piero Barcellos in Cotidiano and have Comments (5)

Dia dos solteiros

Combinei o seguinte com a Liege: eu colocaria aqui um texto dela sobre o dia de hoje, e abaixo colocaria as minhas considerações sobre ele. Da mesma forma, a meia-dúzia de digníssimos leitores que tenho também poderão comentar logo abaixo o que pensam a respeito. Pois bem, com vocês, Liege Freitas:

Dia dos Namorados
Analise de uma solteira eternamente romântica.

Quando começa o mês de junho, é sempre a mesma coisa. Todo aquele clima de romance no ar. Demonstrações de afeto cada vez maiores em publico. Isso é irritante e um abuso de poder daqueles casais que ficam se exibindo em publico, com beijos, abraços e afagos, tudo o que um bom relacionamento deve ter. Devia ser crime, atentado ao pudor.

E a mídia pra variar ajuda. Trazendo psicólogos, sexólogos e conselheiros amorosos aos programas. Fazendo matérias extremamente apelativas para essa época. Mostram casais lindos, felizes e amorosos, que deixam de brigar essa época do ano para se amarem.

Por isso me pergunto, onde ficamos nós, solteiros e pra não dizer solitários, nesta data comercial que é o dia dos namorados? Coitados de nós. Temos que agüentar, e calados, porque afinal não temos uma data especial para nós, somos esquecidos e excluídos.

Mas proponho aqui fazermos do dia dos namorados também dia dos solteiros. Um dia que podemos dedicar a nós, a nossa solterisse, as nossas manias que ninguém suporta. De ficarmos lindos e bonitos para nós mesmos. Nosso dia, também.

O fato de trocar presentes é meramente comercial, mas se você quiser, se de um presente. Uma roupa, um Cd ou um DVD, que tanto queria. Não há melhor época para se presentear. O dia dos namorados é terceira maior data comercial, os descontos estão excelentes, prazos a perder de vista. Essa é a hora ideal pra comprar, ou melhor, se dar de presente àquilo que você tanto queria, que em outra data não conseguiria um bom desconto, ou um bom parcelamento. Aproveite, se presenteie.

Dia de ter orgulho de ser solteiro, de ir ao cinema e jantar fora com as amigas. De ir a balada. Não há melhor época para se ir a um festa. Hoje é o dia de todos nós solteiros sairmos e comemorarmos, nossa opção ou condição. Dias dos namorados, é o dia que todos os solteiros devem sair de casa e festejar, aproveitar a companhia dos amigos solteiros, e porque não, encontrar a sua alma gêmea.

Feliz dia dos namorados Solteiros.

Pois bem… após ler o texto, dei o braço a torcer. Sim, dia dos namorados é um tanto quanto triste para quem está solteiro, seja por opção, ou por ainda não ter encontrado uma pessoa certa. E, por mais que a gente saiba deste grande agenda setting, acabamos nos deixando influenciar. Isso porque o ser humano ainda não perdeu a sua capacidade de se comover, de se emocionar, de se sentir tocado sentimentalmente.

Uma vida sem amor
é como um jardim sem flor…
É como esperar o trem
que já passou…
Parece às vezes cruel
Parece até invenção
Outros dirão que parece normal
Como jornal, leite e pão…
Como jornal, leite e pão…

Independente de data, desejo que todos descubram o amor, a melhor invenção da vida! E quem já o descobriu, que o mantenha pela eternidade!

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posted by Piero Barcellos in Cotidiano and have Comments (4)

Toquem o meu coração…

Acho que eu nunca vi um findi tão medonho, climaticamente falando, como este. Dia escurecendo às 4 da tarde, alta umidade, e eu poderia jurar que vi Noé dentro de uma arca no rio Guaíba, de tanto que choveu nestes dois dias.

Mas, apesar de ser um doce de pessoa, não sou feito de açúcar (trocadilho idiota, nem chega a ser infame), e saí. Fazia tempo que eu não saia pra dançar, e o aniversário de uma amiga era uma boa oportunidade para fazê-lo. Só não sabia que eu ia me surpreender tanto.

O lugar se chama Joy Division (Lima e Silva, 75 – o comercial vale a pena), e a festa foi totalmente anos 80. Nostalgia pura! Duas bandas foram as responsáveis pela animação – uma com sucessos nacionais, e outra com os hits internacionais. Foi do The Police até RPM em pouco tempo! E o que é melhor, nada de MPB remixada, samba-rock, música eletrônica, funk… essas coisas que costumam tocar por aí.

E eu achando que a noite em POA estava perdida, encontro uma festa cujo som é o da década perdida! (que de perdida não tem nada)

Então, em homenagem aos anos 80, à Elisa (a aniversariante), e aos melhores momentos musicais que o rock é capaz de proporcionar, com vocês, RPM!

The video cannot be shown at the moment. Please try again later.

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posted by Piero Barcellos in Cotidiano,Vídeos,Vitrolão and have Comments (2)

Receita de pão

No fim de semana passado, reunimos uma parte da turma que viajou pra Gramado há uns 3 anos, na Páscoa. Relembramos várias histórias dos quatro dias em que aprontamos naquela cidade, desde o refri que o Phill estorou na cozinha, criando estalactites de Coca-Cola por todo o teto, até a surra de chinelo que eu tomei do Thiago por causa das “meninas do Audi preto” (só essa história merece um post, hehehe). Mas uma ainda causa dúvida nas mentes de quem vivenciou aqueles momentos, que é o pão do último dia de viagem.

Explico: no último dia, algumas moléstias atacaram algumas pessoas, como gripe, cólica e dores de cabeça. E neste dia eu havia acordado cedo (cedo tipo umas 7 da manhã). O Du (que até certo ponto era o responsável pela casa, que o tio dele nos cedeu gentilmente) estava anestesiado por um gripão, e nem poderia se meter na bagunça que eu fiz na cozinha pra fazer um pão pro café da manhã. Quando terminei, deixei o bendito na mesa, e desci para comprar remédios pra turma. E quando voltei, o pessoal agradeceu pelo pão “que eu havia comprado na padaria”.

Pois hoje, em plena noite de feriado, me lembrei da história e fui pra cozinha, fazer o mesmo pão, mas com um toque a mais, de  calabresa:

Ingredientes: três ovos, uma colher de sopa de açúcar, uma colher de chá de sal, uma xícara de leite morno (podendo ser substituido por água), uma colher de sopa de leite em pó, meio quilo de farinha, um envelope (ou uma colher de sopa) de fermento seco e calabresa à vontade.

Preparo: Coloque numa bacia dois ovos, a farinha (mais ou menos três xícaras no início), o açúcar, o sal e o leite em pó. Misture em uma xícara o leite (ou água) com o fermento, e coloque junto com os demais ingredientes. Misture a massa com uma colher, ou com a mão, e vá adicionando farinha até a massa ficar bem consistente. Depois, unte uma superfície lisa com farinha, jogue a massa em cima, e sove-a bem. Fique um bom tempo nesse processo – quanto mais tu espanca a massa, mais ela cresce depois. Terminada essa etapa, deixe ela descansando por uma meia hora.

Enquanto isso, pegue a linguiça calabresa e corte em cubos pequenos (à gosto). Frite os cubos por pouco tempo, e já deixe-os à mão.

A massa, a essas alturas, já deve ter duplicado de tamanho. Sove novamente, mas agora vá abrindo ela. Se alguém aí tiver um rolo de madeira, pode usar pra deixar ela com uma espressura igual a de uma massa de pizza. Feito isso, jogue a calabresa em cima da massa, enrole e corte em quatro pedaços. Unte com farinha a forma onde você vai assar os pães. Deixe descansar mais um pouco, tipo uns 15 minutos, o suficiente pra deixar o forno pré-aquecendo em temperatura mediana. Com o ovo que sobrou, tu bate e espalha um pouco por cima da massa, pra que ela fique dourada. Coloque a forma no forno, e vá cuidando a massa de tempos em tempos (receita com medidas e tempo exato é pros fracos).

Daqui a pouco eu posto os resultados.

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posted by Piero Barcellos in Cotidiano and have Comments (30)