Depois de tempos sem passar por aqui, estou de volta. Minha ausência pode ser justificada por ter muito trabalho, e pelo fato de nesse trabalho eu ter visto que a face da intolerância também pode vestir terno e gravata.
Sobrevivi. Os ideais estão um pouco dilacerados. Quando a gente trabalha com a mídia, a gente consegue ver o lado bom e o lado ruim da máquina que mantém informado a todos nós. Sabe aquele ditado, que diz que você não comeria num restaurante se conhecesse a cozinha antes? Digo o mesmo das notícias – se vocês soubessem como a maioria delas são, não acreditariam nos jornais.
Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz…
Raul Seixas
Por um momento o meu lado palhaço ainda conseguia brincar com a situação. “Onde está aquele que eu fui um dia?” perguntava para uma colega. E de fato, por um bom período, nem eu me reconhecia por trás daquela máscara de seriedade e estresse. Até respirar ficava difícil.
O que me ajudou foram as palavras de uma amiga, a Daiani. “Enquanto uma pessoa conseguir compreender a outra, haverá esperança”. E eu digo mais – sempre vai haver esperança. De dias melhores, de alegrias maiores, e de um mundo mais ético e compreensível para viver.
Avante!
