Bento Gonçalves é uma cidade localizada na serra gaúcha, a 109 km de Porto Alegre. Em 1875, a região recebeu os primeiros imigrantes italianos. O clima europeu da cidade favoreceu aos colonos que desenvolvessem a cultura da videira, dando orígem ao lugar conhecido como Vale dos Vinhedos. Além da produção de vinhos, Bento Gonçalves é um reduto de mulheres bonitas. Eu disse bonitas? Semi-deusas seria um adjetivo ainda pequeno pra descrever a beleza daquelas mulheres…
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Paisagem típica da Serra Gaúcha – região de Pinto Bandeira
Enfim, reunimos novamente “Los 3 Amigos”. Eduardo Leonardi e eu saímos de Porto Alegre às sete da manhã e caímos na estrada, subindo a serra rumo a casa do terceiro membro do trio, Alfeo. Após cruzar canyons, paisagens floridas e estradas vazias, chegamos.
Toda vez que vamos à Bento é uma sensação indescritível. O ar puro, o silêncio, o clima (cinco graus a menos que em POA) a recepção da família Pozza… é algo fantástico. A gente se sente tão bem que nem dá vontade de voltar. Fora que, sempre que “Los 3 Amigos” se reúnem, a diversão é garantida, faça chuva ou faça sol. Que foi o caso dessa vez.
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“Los 3 Amigos”: Eduardo, eu e Alfeo.
Fomos até Pinto Bandeira, distrito de Bento. Lá moram alguns parentes do Alfeo que trabalham no cultivo das uvas. Logo avistamos os parreirais descendo barranco abaixo, formando aquele tapete verde por cima dos campos. A diferença está embaixo deste tapete: uvas de todos os gêneros. Como a gente não é de ficar parado, fomos colhê-las. Nos embrenhamos no parreiral, em meio a um percuso irregular, que proporcionou alguns resbalões (Eu tô bem, eu tô legal). E lá no meio do campo, acontece o inevitável – chuva. As folhas da vindima criavam um telhado natural, nos protegendo da chuva, onde a música que se ouvia era a da água batendo na folha da parreira. Depois da chuva, o resultado: dois cestos recheados de uvas diversas – dedo-de-dama, isabel, dentre outras.
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Parreiral de uva dedo-de-dama em Pinto Bandeira.
Em seguida, nos tocamos pra Fenavinho. Infelizmente, as nossas companhias femininas nos deram o bolo nesse passeio. Pena. Nos encontraríamos com elas depois, mas mais abaixo falo nisso. Pavilhões exibiam vinhos fabricados entre os anos 20 e 70. Estandes de degustação (eba!), bolachinha caseira, e todas as outras guloseimas típicas italianas. Apesar disso, fizemos o inevitável: comemos tapioca num evento italiano! Não dava pra resistir…
Durante o passeio, lembrei-me das sábias palavras do meu amigo paulista Janga, quando estava no RJ: “Cara, o que cê quer com as mulheres daqui, se lá na tua terra tem as mulheres mais bonitas do mundo?” Ele estava certo. Era um desfile de encher os olhos! Gisele Bündchen é feia perto das “gringuinhas”. Falarei de uma em especial mais adiante.
Depois, a encenação cênica. Uma equipe do Amazonas, responsável pelas alegorias do Festival de Parintins, foi contratada para contar a história do vinho, desde a criação do mundo. Eu juro que nunca tinha visto um espetáculo de fogos e apresentação tão bonitos quanto aquele. Teve um momento que foi, na minha opinião, o ápice da coisa: ao narrar a chegada dos colonos na região de Bento, tocaram “Mérica, Mérica”. A arena inteira começou a cantar em uníssono. Apesar de não ser de descendência italiana, não tem como não se emocionar com a história daquele povo que tem orgulho das suas orígens, tem orgulho de serem gaúchos, e orgulho de serem brasileiros.
Vale ressaltar até o momento:
- Meu pé, que estava doendo, parou de me incomodar nos momentos críticos.
- Os excessivos pedidos do Alfeo para que eu me comportasse (em breve saberão o por quê)
- O salame do Du a copa que o Du comprou, e que foi obrigado a ficar segurando durante todo o espetáculo (já que ninguém queria segurar o salame dele, devido a dupla conotação). No final do dia, o salame tinha até nome, e era tratado como animal de estimação.
- A massa com molho branco da dona Olíva (mãe do Alfeo). Delícia!
- O vinho tinto, servido por uma loirinha na Fenavinho, que dispensa comentários (o vinho e a loirinha)
- A bandinha no centro da cidade, que começou a tocar assim que o Cidadão-Mor de Bento, o Alfeo, saiu do carro.
Continua no próximo capítulo, em breve!

Depois que te mandei o e-mail que passei por aqui. Que jornada, sem comentários! E não o que tirar nem por no teu texto, é isso tudo mesmo. Apenas sinto, por dentro, uma vontade de “Fuzi PRA Bento!” eheheheheheheheh
tenho curiosidade de aprender mais sobre como cuidar da nossa parreira de uva ,pois acho que meus pais não entendem muito, poristo que os cachos de uva são tao pequenos.você pode me esplicar sobre como podar a parreira de uva e a época certa,obrigada.
[...] carona aos amigos nos dias de beberagem (já que eu não bebo, posso levar o povo pra noite), para ir à Bento Gonçalves aprontar altas confusões com uma galera do barulho, dentre outras [...]